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Caminho da Meditação Estabilizadora




Esta ilustração é a reprodução de um desenho tibetano que representa nove cenas, os nove estágios do caminho da meditação estabilizadora ou shamatha.
Há dois personagens: o homem, o meditador, o observador; e o elefante, que representa sua mente. Para desenvolver shamatha, a mente usa duas ferramentas: a atenção e a lembrança. A afiada machadinha representa a acuidade da atenção vigilante, e a corda com um gancho é a lembrança da prática. Já que muitas distrações interrompem seu estado alerta, vigilante, o meditador deve retornar a ela através de constantes lembranças. A vigilância é a acuidade na base da meditação, e a lembrança assegura sua continuidade. O estado de shamatha tem dois obstáculos principais: o primeiro é a agitação ou dispersão criada pela fixação sobre pensamentos e emoções passageiros; o segundo é o torpor ou preguiça, a estagnação mental. O torpor é representado pela cor preta do elefante e a agitação pelo macaco. O fogo que diminui ao longo do caminho representa a energia da meditação. Conforme avançamos, a prática requer menos e menos esforço.
As seis curvas ou voltas no caminho marcam seis platôs, masterizados sucessivamente pelas seis forças da prática, que são: ouvir as instruções, assimilá-las, lembrá-las, vigilância, perseverança e hábito perfeito. Ao lado da estrada há diferentes objetos: um katha, algumas frutas, uma concha cheia de água perfumada, pequenos címbalos e um espelho, representado os objetos dos sentidos; objetos tangíveis, sabores, odores, sons e formas visuais, que distraem o meditador que se desvia do caminho do shamatha ao segui-los.
[1] Na base da ilustração, no primeiro estágio, há uma distância consideravelmente grande entre o meditar e sua mente. O elefante da mente é guiado pelo macaco, ou agitação. O grande fogo mostra que a meditação requer bastante energia. Os obstáculos são os piores possíveis; tudo está preto.
[2] No segundo estágio, o meditador chega mais próximo do elefante por causa de sua atenção. O macaco — a agitação — ainda conduz a mente, mas o ritmo diminui. A estagnação e a agitação diminuem; algum branco infiltra-se no preto do elefante e do macaco.
[3] No terceiro estágio, o meditador não mais caça a sua mente; agora eles estão cara a cara. O macaco ainda está à frente, mas não conduz mais o elefante. O contato entre o meditador e a mente é estabelecido pela corda da lembrança. Ocorre uma forma sutil de estagnação, representada por um pequeno coelho. A escuridão da estagnação e da agitação diminui.
[4] No quarto estágio, o progresso torna-se mais claro e o meditador chega ainda mais perto do elefante. A alvura do macaco do elefante e do coelho aumenta. A cena torna-se mais clara.
[5] No quinto estágio, a situação torna-se invertida. O meditador conduz o elefante da mente com a atenção e lembrança contínuas. O macaco não conduz mais, porém o coelho ainda está lá. A cena fica ainda mais clara. Em uma árvore próxima, um macaco branco pega uma fruta. Isto representa a atividade da mente de se engajar em ações positivas. Apesar de essas ações normalmente precisarem ser cultivadas, ainda há distrações no contexto da prática do shamatha; é por isso que ela é preta e está fora do caminho.
[6] No sexto estágio, o progresso é mais definitivo. O meditador conduz e a lembrança é constante; ele não tem mais que colocar sua atenção sobre a mente. O coelho se foi e a situação torna-se cada vez mais clara.
[7] No sétimo estágio, a cena torna-se muito pacífica. A caminhada não mais requer direção. A cena torna-se quase completamente transparente. Alguns sinais de preto indicam pontos de dificuldade.
[8] No oitavo estágio, o elefante anda domado pelo meditador. Não há virtualmente mais nenhum preto e a chama do esforço desapareceu. A meditação torna-se natural e contínua.
[9] No nono estágio, a mente e o meditador estão ambos completamente em descanso. Eles são como velhos amigos acostumados a estar juntos calmamente. Os obstáculos desaparecem e a meditação estabilizadora é perfeita.

As cenas seguintes, nascida do raio de luz que emana do coração do meditador, representa a evolução da prática no coração deste estágio de shamatha. A realização do shamatha é caracterizada pela experiência de alegria e radiância, ilustrada pelo meditador voando ou cavalgando sobre as costas do elefante. A última cena refere-se às práticas combinadas de shamatha e vipashyana. A direção é revertida. A mente e a meditação estão unidas; o meditador senta-se escarranchado sobre o elefante. O fogo revela uma nova energia, a da sabedoria, representada pela espada flamejante da sabedoria transcendente, que corta os dois raios negros das aflições mentais e da dualidade.
Kalu Rinpoche. Luminous mind: the way of the Buddha. Compilado por Denis Töndrup,traduzido por Maria Montenegro, prefácio de S.S. o Dalai Lama.Boston: Wisdom, 1997. Pág. 157-158.


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Os Seis Reinos


Qualitativamente, cada uma das seis aflições mentais engendra um certo tipo de nascimento: o ódio conduz a um reino infernal, a ganância a um reino de fantasmas famintos, a estupidez a um reino animal, o apego desejoso a uma condição humana, a inveja ao reino dos deuses invejosos, e o orgulho aos estados divinos.

Quantitativamente, estes diferentes estados resultam da acumulação de karma. Então, muito karma negativo gera um reino infernal; um karma um pouco menos negativo, o reino dos fantasmas famintos; um pouco menos que isso, um reino animal. Geralmente, quando o karma positivo está misturado com alguns aspectos negativos, nascemos em um dos três reinos superiores da existência, de acordo com as respectivas forças destes karmas.



O reino do inferno

A mente no dominada pela raiva e pelo ódio produz o karma para a vida em um inferno. O que sofre nesse estado infernal é a mente, nossa mente. As aparências infernais, os seres que nos atacam ou nos matam, o ambiente e todo o sofrimento que nos aflige nesse reino, são produções de nossa própria mente condicionada pelo nosso karma.
Nestes estados infernais, somos atormentados inflexivelmente por um sofrimento inconcebível: somos mortos e, em alguns reinos infernais, experienciamos ser mortos de novo e de novo; somos torturados pelo calor e frio extremos. E não há liberdade, nem qualquer possibilidade de nos dedicarmos à prática espiritual.



O reino dos fantasmas famintos

Se nossas mentes caírem como pressas da ganância ou cobiça, o karma que resulta é o nascimento como um fantasma faminto. Neste estado, nunca podemos obter o que queremos, nem podemos desfrutar da comida ou bebida que desejamos desesperadamente como fantasmas famintos. Sempre estamos precisando e procurando algo, mas somos completamente incapazes de satisfazer nossos desejos e sofremos de fome, de sede e de constantes frustrações intensas. É também um estado produzido pela nossa própria mente e, apesar de ser um pouco menos desfavorável que o reino infernal, ainda é um estado miserável.



O reino animal

A mente também pode cair sob a influência da cegueira, da estagnação mental e da estupidez, o que causa o nascimento com um animal. Há muitas espécies animais: animais selvagens, animais domésticos e assim por diante. Todos eles experienciam diferentes formas de sofrimento, tais como ser comido vivo, brigar uns com os outros, ou ser subserviente e abusado. Todo sofrimento encontrado no reino animal também é a produção da mente e a manifestação de karma resultante de ações negativas anteriores.Estes três tipos de existência compõem os estados dos reinos inferiores. Entre eles, o mais favorável é o reino animal. Mas mesmo nesse estado, é muito difícil despertar o amor e a compaixão, e é impossível praticar o Dharma.Em todos estes reinos inferiores, não há a possibilidade de praticar o Dharma e de atingir a realização; a mente está constantemente perturbada pela raiva, ódio, desejo e assim por diante. Além disso, os seres dos reinos inferiores tendem a realizar mais ações negativas que criam ainda mais karma doloroso. Deste modo, eles perpetuam o condicionamento das vidas nos reinos inferiores que, além disso, duram por um tempo extremamente longo.



O reino humano

A condição humana é a primeira das existências nos reinos superiores. Os humanos são praticamente os únicos seres dotados com as condições necessárias para o progresso espiritual, assim com as faculdades que permitem a prática e a compreensão do Dharma. Porém, ser humano não garante o progresso espiritual. O valor da vida humana é variável e apenas aqueles que obtiveram a chamada "preciosa existência humana" podem praticar o Dharma; eles são tão raros quanto estrelas durante o dia! Apesar de estar ser uma condição menos dolorosa que as existências nos reinos inferiores, a condição humana ainda tem muitos tipos de sofrimento, sendo que os quatro tipos principais são o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Além destas quatro grandes fontes de sofrimento, os humanos sofrem quando são separados daqueles que amam estimadamente, durante suas vidas ou na morte, ou quanto têm de lidar com pessoas com as quais não querem lidar ou que são hostis diante eles. Os humanos sofrem ao perder suas posses, ao não serem capazes de manter o que planejaram adquirir e ao não serem capazes de obter o que querem.



O reino dos deuses invejosos

O karma que é acima de tudo positivo, porém misturado com a inveja, causa o nascimento no reino dos deuses invejosos. Este é um estado feliz, dotado com muitos poderes e prazeres mas, por causa da força da inveja, há constantes brigas e conflitos. Os deuses invejosos opõem-se aos deuses que são seus superiores e brigam entre si mesmos.



O reino divino

O karma positivo combinado com pouquíssimo karma negativo resulta em um renascimento nos estados divinos. Há diferentes níveis de existência divina. Os primeiros são os estados divinos do reino do desejo, assim chamados porque a mente nesses reinos ainda está sujeita aos desejos e ao apego. Estes deuses têm uma vida extremamente longa: em um dos primeiros reinos dos deuses, um dia dura o equivalente a cem anos humanos, e eles vivem quinhentos dos anos deles. No nível seguinte dos reinos divinos, cem de nossos anos equivalem a um dos dias deles, e eles vivem mil anos! Nestes reinos geralmente felizes, ainda há algum sofrimento, causado por ocasionais brigas com os seres do reino dos deuses invejosos.As existências no reino do desejo vão desde os reinos mais miseráveis — os reinos infernais — até os primeiros reinos dos deuses; todos estes estados estão sob o controle do desejo.Além do reino do desejo, há o reino da forma sutil, que inclui uma hierarquia de dezessete níveis divinos sucessivos. Os seres nestes estados têm uma forma sutil e corpos extremamente grandes, luminosos; suas mentes conhecem poucas paixões, poucos pensamentos; e eles desfrutam de uma felicidade incrível. A paixão predominante é o orgulho sutil — os seres destes reinos acham que atingiram algo superior e vivem um tipo de auto-satisfação.Estes estados do reino da forma correspondem aos quatro níveis de concentração meditativa, caracterizados pela transcendência progressiva da investigação, da análise, da alegria e do êxtase.Finalmente, além até mesmo deste quatro níveis de concentração do reino da forma, pode haver o nascimento no reino sem forma. Os seres do reino sem forma não experienciam qualquer sofrimento severo e virtualmente não têm quaisquer paixões; eles permanecem apenas em uma forma extremamente sutil. A impureza que permanece em suas mentes é um tipo de estagnação mental que impede a realização da natureza última da mente. No reino sem forma, a mente tem acesso a quatro estados sucessivos de consciência; absorção do espaço infinito, absorção da consciência infinita, absorção do nada, e absorção nem da diferenciação nem da não-diferenciação.Os deuses do reino sem forma têm o sentimento de possuir um corpo, mas este corpo é imperceptível. Eles têm apenas o quinto agregado da individualidade — a consciência — ainda apresente como uma ignorância sutil que lhes dá um sentimento de existir neste corpo sem forma. Este consciência finalmente age como uma mãe que novamente dá a luz aos outros agregados. Deste modo, os deuses do reino sem forma retornam aos reinos inferiores. Para ser livre do samsara, a consciência em si deve ser definitivamente transformada na sabedoria primordial, a sabedoria da iluminação.Estes oito estados dos reinos da forma e sem forma pertencem a uma mente positiva, não-distraída; seus estágios sucessivos são progressivamente livres do apego. Todos estes estados dos seis reinos do samsara são transitórios e condicionados: todos eles são parte da roda do samsara. Apesar de os deuses dos reinos da forma e sem forma terem poucas formas severas de sofrimento, eles ainda estão sujeitos à morte e à transmigração. Eles não têm o poder de permanecer em sua condição divina e sofrem, tendo de renascer em um reino inferior.Se acharmos difícil aceitar a noção destes diferentes reinos, vamos simplesmente lembrar que a experiência de cada um é a sua realidade. Quando estamos sonhando, nossos sonhos tornam-se a nossa realidade, e acontece o mesmo com os seis reinos. Por exemplo, água pode ser experienciada de maneiras muito diferentes: para os seres do inferno, ela causa tortura; para os fantasmas famintos, é o que desejam desesperadamente; para alguns animais, é o meio necessário para a vida; para as pessoas, é uma bebida; para os deuses invejosos, é uma arma; e para os deuses, é um néctar sublime. As profundezas do oceano são o habitat natural dos peixes, mas os humanos não podem viver lá. Os pássaros voam no céu, mas isto é impossível para o corpo humano. As pessoas que são cegas não podem ir aonde querem, enquanto aqueles que têm a visão normal podem se mover livremente por aí. Cada um vive em seu próprio mundo ou reino, sem perceber o dos outros.Então, o samsara é composto por três reinos: o reino do desejo, o reino da forma e o reino sem forma. Todas as possibilidades da existência condicionada estão incluídas neles.Tornando-nos conscientes de que todos os seres sofrem neste ciclo de existência, nos inspiraremos a nos liberarmos da ignorância e da delusão onde estamos imersos, a nos libertarmos do samsara, que é um oceano de sofrimento, e a nos esforçarmos para atingir a felicidade suprema do estado búddhico perfeito.No passado, tivemos incontáveis nascimentos na existência cíclica. Hoje, somos seres humanos; se usarmos este oportunidade sabiamente, poderá ser o ponto de partida para a nossa liberação.

FONTE

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Mantra da Unificação



Os filhos dos homens são um e eu sou um com eles.
Cuido de amar, não de odiar; Cuido de servir, não de exigir serviço; Cuido de curar, não de ferir. Que a dor traga a devida recompensa de luz e amor, Que a alma controle a forma externa, a vida e todos os acontecimentos E traga à luz o amor subjacente a tudo quanto ocorre nessa época. Que venham visão e percepção internas, Que o porvir seja revelado, Que a união interna seja demonstrada e que cessem as divisões externas, Que prevaleça o amor, Que todos os homens amem.

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Sai Baba Diz:



"A tríade de desejos por dinheiro, companheiro e prole é responsável pela miséria do homem. A riqueza nunca pode fornecer a felicidade permanente. A riqueza espiritual é a riqueza verdadeira. O homem não é capaz de desfrutar a verdadeira felicidade por causa da sua cobiça por dinheiro. Apesar disso, ele anseia pelo dinheiro. Não há dúvida de que o dinheiro é necessário, mas a riqueza que você acumula deveria estar sob certos limites. O segundo desejo da tríade é o desejo por um companheiro. A pessoa pode casar, ter filhos e desfrutar temporariamente uma vida familiar. Mas tal felicidade não é duradoura. É insensato pensar que se pode permanecer feliz para sempre na vida familiar. O terceiro desejo da tríade é o desejo pela prole. Não há nada errado em aspirar pela descendência, mas a felicidade obtida é somente temporária. Portanto, nenhum desses desejos pode dar a felicidade verdadeira e duradoura. Saiba que você não necessita procurar a bem-aventurança externamente. Ela está sempre dentro de você."

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O Poder do Pai-Nosso


Num ato de adoração a Deus, ocorre uma grande movimentação de Luz. São energias que se elevam, energias que descem em retorno, mesclando-se com a dos corpos do próprio discípulo, embora ele muitas vezes não se aperceba da riqueza do sublime acontecimento. Inúmeras preces têm em si o poder real de cura, de auto-conhecimento, de autotransformação e divinização do homem. Ao orar ao Pai Nosso, colocai toda vossa consciência - pensamento e sentimento - na verbalização de cada palavra, pronunciando-as pausadamente, de forma clara e precisa, impregnando-as com o ímpeto necessário a sua elevação.

Através do “Pai Nosso”, a vida de Deus se materializa em palavras, envolvendo o homem em luz:

PAI NOSSO - Fonte única de vida eterna e luz. Energia primeva que permeia o universo da vida pulsante, multiforme e multidimensional. Aquele que nos criou, a quem pertencemos por inteiro, sem segredos, de quem recebemos tudo que somos e possuímos.

QUE ESTAIS NO CÉU - Paragem dos mais altos planos de toda manifestação de vida visível e invisível, de paz absoluta, de freqüências vibratórias intocadas. Céu que permanece disponível à visitação do filho de Deus e manifesta-se em seu próprio centro cardíaco em partículas de oscilações compatíveis, conservando a mesma riqueza de qualidade.

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME - Que o Santo Nome de Deus, manifestando a mais alta fonte de vida, seja abençoado e sempre pronunciado com sincero e profundo respeito, em meio a ardentes vibrações de amor e gratidão; que o santificado nome jamais seja dito de forma inconseqüente ou desrespeitosa.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO - Que o Reino do Amor, da abundância, da alegria, da verdade, da iluminação, da realização presente também no corpo causal e na chama trina de cada ser humano, manifeste-se agora, abrangendo de forma definitiva todas as vidas que evoluem na Terra.

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU - Que estas palavras sejam pronunciadas de forma confiante e que o ser humano possa, amorosa e alegremente, curvar-se ante a vontade e o poder de Deus, reconhecendo-O como poder do amor, da sabedoria, único e real, e sustentador de tudo que existe, em toda parte e por toda a eternidade.

DAI-NOS O PÃO DE CADA DIA - Que a luz destinada desde o início ao filho de Deus, possa em realidade abastecer o seu espírito e proporcionar o amadurecimento das virtudes divinas em seu corpo de sentimentos; promover a sutilização de sua mente para que haja captação das verdades cósmicas; trazer a beleza e a dignidade a seu mundo físico. O pão recebido hoje na medida certa, absorvido com respeito e de forma adequada, construirá um futuro promissor, pleno de liberdade, onde o filho não mais chamado de pródigo, devidamente abastecido, manifesta a harmonia de Deus para sempre.

PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS - Que o Pai, usando de sua infinita paciência e misericórdia, perdoe a inversão da pura energia de vida, doada por Ele, amorosamente, aos seus filhos e que tem sido utilizada, no mínimo, de forma desrespeitosa e irresponsável. O ser humano, por longo tempo, tem deixado de lado sua capacidade inata de conduzir sua vida de acordo com o plano da perfeição estabelecido por Deus no ato da criação. Ele deveria sentir, pensar, ver, ouvir e agir, vivenciando em todos os momentos as virtudes divinas. O perdão de Deus é amor, é bálsamo, é luz para a consciência em falta, proporciona-lhe leveza e força para a requalificação da santa energia, que estando a seu serviço, sua responsabilidade, foi rebaixada em seu teor vibratório.

ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO - Perdoar significa espelhar-se em Deus, aprofundar os laços que vos unem a Ele e vivenciar o verdadeiro amor. O perdão gera liberação tanto para quem perdoa como para quem é perdoado. É uma experiência de vida que faz renascer para uma realidade mais profunda e libertadora: perdoar e ser perdoado. Invocar o perdão que estais dispostos a conceder aos vossos semelhantes, derramando sobre suas almas bálsamos e amor divinos. Meditai a respeito.

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO - Que o ser humano saiba que Deus o acumulou com toda a sua potencialidade, dando-lhe, portanto, condições de ser vitorioso, desde que mantenha sua consciência voltada para a Verdade. No atual estágio, a humanidade terá que se esforçar muito em seus momentos de prece e adoração a Deus, para ultrapassar os limites da ignorância impostos a si mesma e vencer as tentações. Maus pensamentos e sentimentos formam campos vibratórios favoráveis ao acolhimento das tentações do mundo; somente a estreita sintonia com a mais alta fonte de vida dará ao homem o amparo e a força necessários à reversão do processo.

MAS LIVRAI-NOS DO MAL - A luz de Deus, quando invocada, atua como escudo protetor. A fé substancia a proteção. O amor forma um ambiente ardente, aprazível e acolhedor para todas as boas irradiações.

AMÉM - Que seja cumprido, em níveis internos e externos, sob todas as formas, o desejo de Deus. Desejo que se traduz em união na luz perfeita e eterna entre o Pai, o Criador e Seus filhos.
Arcanjo Samuel


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